
Este tema tem sido alvo de constantes explicações e debates, onde seus personagens manifestam resquícios de interesses pessoais ou de classes e sempre direcionado para o lado de quem pretende ver suas posições satisfeitas. Todavia, nunca se ouviu um pensamento verdadeiramente isento e que reflita o real interesse de toda a sociedade, esta destinatária de todo o resultado prático, como um procedimento de pacificação social e de resplendor do sentimento maior que ressoa no âmago do ser humano.
Na verdade, a lentidão da Justiça não tem como causa específica um único fator, já que em torno da questão circundam vícios e procedimentos que, ao longo do tempo, tem dificultado a solução dos litígios postos à sua apreciação. Contudo, pode-se mencionar alguns aspectos do problema a fim de que se tenha uma idéia do que realmente acontece, começando pela imobilidade do aparelho judiciário, onde a ausência de Juízes nas Comarcas, principalmente naquelas que se situam longe da Capital, revela que a coisa merece uma atenção toda especial. Ora, como se prestar a jurisdição que o povo necessita se não há juiz para dizer do direito?
Seguramente, há que se buscar os responsáveis pela demência no aparelhamento do Poder Judiciário.